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Especialistas sugerem oito ações para melhorar a segurança viária

Ônibus devem contar com faixas maiores em comparação aos carros na mesma rua


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Ultimamente por causa do limite de velocidades da Marginal do Rio Pinheiros e da Marginal do Rio Tietê, o tema segurança viária ganhou destaque nas discussões sobre trânsito na cidade de São Paulo. No entanto, estas discussões foram bem superficiais e se ativeram unicamente a quanto os motoristas podem ou querem correr nas marginais. Mas preservação à vida no trânsito é muito mais que marginais e também muito mais que redução simples e pura de velocidade. Consiste em planejamento urbano, mas ao mesmo tempo com ações simples.


A WRI- Cidades Sustentáveis, que reúne especialistas em mobilidade, urbanismo e arquitetura de todo mundo, listou oito ações que o poder público deve tomar para reduzir os acidentes e a mortalidade no trânsito. Entre elas está um conjunto de medidas para melhorar o desenho das vias privilegiando os pedestres e reduzindo a velocidade dos carros. O transporte coletivo, diz o estudo, também é essencial para deixas as cidades mais seguras.


Um dos pontos que seriam polêmicos no Brasil, mas que teve bons resultados em diversos exemplos mundiais é a redução da largura das vias para haver diminuição da velocidade e consequentemente dos acidentes graves. Os exemplos mundiais como na Europa e nos Estados Unidos mostram que a redução de limite de velocidade pode salvar vidas. 


Uma das medidas é reduzir a largura das faixas para carros e aproveitar o espaço extra para o transporte coletivo e ciclovias. De acordo com o levantamento, onde há menos acidentes, as cidades têm largura de faixas entre 2,8 metros e 3,5 metros, como Amsterdã, Copenhague e Tóquio. A taxa de mortalidade no trânsito é de 1,3 a 3,2 para cada mil habitantes.


Já em cidades como São Paulo e Nova Delhi, com as faixas entre 3,25 metros e 3,6 metros de largura, os índices de mortes no trânsito são maiores, entre 6,1 e 11,8 para cada 100 mil habitantes. Os pesquisadores dizem que não é coincidência e foram claros ao concluir que ruas com faixas mais estreitas inibem os motoristas em relação às colisões fazendo com que eles dirijam mais devagar.


No entanto, as faixas não podem ser estreitas demais, com larguras entre 2,6 metros e 2,8 metros. Nestes casos, as cidades com esses modelos também apresentam alto índice de acidentes. Os urbanistas foram categóricos em afirmar que uma mesma rua deve ter larguras diferentes de faixas. O espaço do transporte público deve ser mais largo para oferecer velocidade operacional melhor para os ônibus e mais segurança aos passageiros.


Um estudo do Embarq, outro órgão internacional sobre trânsito, urbanismo e mobilidade, mostra que a presença de espaços para ônibus como BRT pode reduzir o número de acidentes em até 60%, se o sistema for bem planejado. Os estudiosos da WRI concordam e dão dicas de como os espaços para o transporte coletivo sobre pneus devem ser para aperfeiçoar a segurança.


Segundo o trabalho da WRI, os maiores problemas ocorrem em relação aos pedestres e às conversões. Deve haver controle da mudança de faixas dos ônibus, maior fiscalização dos carros que invadem os espaços para o transporte público e também melhor tratamento na travessia dos pedestres. O estudo mostra ainda que as cidades que privilegiaram o BRT e as ciclovias tiveram um trânsito mais seguro.


Ao reconstruir uma via para promover condições mais seguras, foi demonstrado que o Bus Rapid Transit (BRT) reduz os acidentes de trânsito em vias urbanas e proporciona a experiência de uma viagem mais segura, quando comparada a uma viagem de automóvel (Duduta, Adriazola e Hidalgo, 2012). Pesquisas globais mostram que cidades com maiores proporções de uso de transporte coletivo possuem menores taxas de mortes no trânsito (Litman, 2014). Em conjunto, essas considerações podem reduzir a necessidade de exposição ao tráfego por viagens motorizadas e, consequentemente, o risco de lesões para todos, especialmente para pedestres e ciclistas. As políticas públicas estão começando a incorporar essa estrutura para uma cidade mais segura. A Lei de Mobilidade da Cidade do México e as políticas recomendadas pelo Conselho Europeu de Segurança Viária, por exemplo, fornecem uma hierarquia modal, que começa com pedestres, seguidos de ciclistas, transporte coletivo e, finalmente, automóveis. A ideia é abordar preocupações como segurança e sustentabilidade, em vez de considerar apenas o transporte motorizado (ETSC, 2014). As cidades com os melhores registros de segurança viária no mundo produzem desenhos viários adequados para pedestres, ciclistas e transporte coletivo, com o intuito de reduzir ainda mais a exposição e o risco de acidentes. A cidade de Gothenburg, na Suécia, por exemplo, introduziu várias medidas de moderação do tráfego e de restrição de carros, reduzindo significativamente o número de mortes no trânsito nos últimos 25 anos (Huzevka, 2005).


Conheça as oito medidas sugeridas pelos especialistas:


- Aproveite a experiência de todos os usuários da via. Para a construção bem-sucedida de uma cidade segura e hospitaleira, é imperativo consultar todos os usuários das vias, uma vez que os diferentes usuários são especialistas em suas próprias necessidades.


- Envolva diversos setores. Os governos não podem fazer tudo sozinhos. Estimule os parceiros públicos e privados de diversos setores a participar do esforço para incluir todos os usuários das vias, tanto como oportunidade de negócios como por obrigação moral. Museus, teatros, supermercados, bancos, farmácias, igrejas e associações comunitárias podem liderar a criação de cidades seguras e hospitaleiras.


- Garanta que pedestres, ciclistas e passageiros do transporte coletivo saibam sobre as oportunidades e recursos existentes.


- Adote uma abordagem “seguro em tudo” no planejamento e nos projetos urbanos. Redesenhe as interseções considerando a segurança de todos os usuários das vias. Concentre-se nas áreas próximas a comércio e serviços e naquelas com altas taxas de pedestres feridos. Instale mobiliário urbano adequado em locais recomendados por pedestres.


- Defenda melhorias no transporte coletivo. Concentre-se em fazer com que o transporte seja seguro, acessível e atraente para todos os usuários. Boa iluminação, sinalização clara e condutores gentis podem ser tão importantes quanto a instalação da infraestrutura adequada.


- Aumente a acessibilidade a oportunidades que promovam a saúde e a interação entre as pessoas. Expanda esforços para tornar parques, trilhas de caminhadas, piscinas, praias, centros de recreação e eventos públicos acessíveis e acolhedores a todos os grupos. Ofereça programação esportiva e recreativa projetada para e do interesse de todos os usuários.


- Finalmente – mas não menos importante –, inclua a segurança viária em planos de mobilidade, planos de urbanização, planos de ação e outros planos que priorizem a segurança nos projetos urbanos.


Fonte: Portal Diário do Transporte

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