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Mobilidade urbana deve perder 32% em investimentos neste ano

Todas as áreas dos setores de infraestrutura devem receber R$ 25 bilhões a menos

 

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A mobilidade urbana em todo o país deve fechar o ano de 2016 com 32,1% menos de investimentos em comparação ao ano passado. Com isso, o setor deve receber R$ 9,1 bilhões de recursos para expansão ou implantação de sistemas como metrô, trens e corredores de ônibus. A estimativa é da consultoria especializada Inter.B que acompanha investimentos privados e públicos e auxilia nos estudos para aplicação de recursos.


Levando em conta a estimativa de investimentos em todo o setor de infraestrutura, que inclui mobilidade, a redução deve ser de pelo menos R$ 25,4 bilhões. Os segmentos envolvem transportes públicos, transportes rodoviários, transportes ferroviários, telecomunicações, saneamento, drenagem e geração de energia.


Os investimentos em infraestrutura neste ano devem chegar a R$ 105,6 bilhões. É a maior queda anual desde 2003 (14,6%) e representará e menor fatia do PIB em 13 anos: 1,71%. O principal motivo é a crise econômica que afetou o setor privado e principalmente as contas públicas devido ao descontrole fiscal.


Mas existem outros fatores, como a situação específica de estados e municípios, o término de ciclos de investimentos como das Arenas da Copa e a construção de hidrelétricas na Amazônia, além das dificuldades técnicas na concepção de projetos. Especialistas alertam para a queda na qualidade dos serviços à população, como em transportes coletivos.


Estudo desenvolvido em 2012 e entregue para a Prefeitura de São Paulo mostra que a capital paulista deveria ter ao menos 600 quilômetros de corredores de ônibus, a maior parte BRTs, que oferecem maior capacidade de transportes e velocidade aos coletivos. O número não inclui as faixas que ficam à direita.


Hoje a cidade possui 132 quilômetros de corredores de ônibus. Apenas o Expresso Tiradentes, antigo Fura Fila, é um BRT, com dois ramais, do Terminal Vila Prudente, zona Leste de São Paulo, ao Terminal Mercado, na região Central, e do Terminal Sacomã, zona Sudeste, ao Terminal Mercado, no centro, sendo que apenas o Expresso Tiradentes é BRT. Há também 506 quilômetros de faixas.


A rede metroferroviária também é acanhada. São 76,1 quilômetros de metrô, 2,3 quilômetros de monotrilho e 261 quilômetros da CPTM. O ideal para a atual situação é que a Grande São Paulo tivesse em torno de 450 quilômetros de trilhos.


Os corredores de ônibus metropolitanos também são em número reduzido. O maior trecho, de 33 quilômetros entre a zona Sul e a zona Leste de São Paulo passando pelo ABC tem 33 quilômetros e foi inaugurado a partir de 1988. A extensão de 12 quilômetros, entre Brooklin e Diadema só foi inaugurado em 31 de julho de 2010. Há corredores incompletos na região de Itapevi e Osasco e a partir da região de Guarulhos. As obras estão em andamento, mas atrasadas.


Fonte: Portal Diário do Transporte


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