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O que esperar do transporte em meio a crise

A forte carga tributária gera maior dificuldade e tira a eficiência do sistema brasileiro

 A Fepasc – Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina – realizou recentemente um debate com o tema “Tendências 2016”. O evento abordou em cinco painéis assuntos como Tendências da Indústria Fornecedora do Transporte de Passageiros, Tendências do Modelo de Negócio, Novas Tecnologias e Marco Regulatório, Ambiente Político, Estratégias Governamentais, Custeio do Transporte Público e Tendências e Cenário Macroeconômico, Financiamento dos Transportes Públicos e Tributação.

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A atual situação econômica brasileira não favorece em nada o desempenho de muitos setores, sendo que o transporte depende em muito de condições positivas do comércio, da indústria e do segmento de serviços. A produção brasileira de ônibus tem sido uma das grandes prejudicadas neste momento de crédito difícil, divida pública em ebulição, mercado estacionado e incertezas quanto ao futuro. “Os juros saltaram de 2,5% ao ano para 13%. Sem contar o desequilíbrio cambial e aumento geral de preços dos insumos básicos, como energia e combustível. Isso impacta diretamente na operação de qualquer indústria, ocasionando uma queda de mais de 50% nos índices de produção”, disse Edson Tomiello, presidente da encarroçadora gaúcha Neobus.

O executivo ainda lembrou de outra dificuldade no setor de produção de ônibus, que é a despadronização das carroçarias promovida pelas prefeituras brasileiras. “Cada uma quer definir seu próprio produto. Ou seja, precisamos desenvolver um ônibus para cada cidade. Assim, não há escala, o que tira a competitividade das indústrias. Se não arrumarmos isso logo e ajustarmos a economia, taxa de juros e câmbio, teremos muitas dificuldades para recuperar o setor”, destacou.

Para o presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta, a forte carga tributária, bem diferente de outros países da América Latina, e o modelo de negócios, proporcionam uma maior dificuldade e tiram a eficiência do sistema brasileiro. Felipe Busnardo Gulin, presidente da Fepasc, ressaltou a importância do evento e de se ouvir todos os envolvidos com a cadeia do transporte público. “Estamos preocupados com o atual momento. Chamamos os parceiros de negócio para rediscutir o formato de negócio. Afinal, empresa de ônibus com dificuldades financeiras, ou quebrada, não consegue comprar insumos, como pneus, combustível, chassi e ônibus”, comentou.

Além da situação econômica do Brasil, o evento paranaense também tratou de outros assuntos, como a priorização dos serviços de ônibus urbanos para se alcançar maior velocidade e melhores condições operacionais. Luis Antônio Lindau, diretor da WRI Brasil Cidades Sustentáveis, observou que as cidades registram cada vez mais congestionamentos, o que acaba aumentando a necessidade da frota de ônibus, elevando o custo do sistema de transporte e, por consequência, afastando usuários. “Precisamos tirar os ônibus dos congestionamentos e restringir o espaço destinado a estacionamentos nos centros urbanos e também implementar o pedágio urbano, que deveria ter outro nome – taxação do congestionamento”, falou Lindau.

Gulin, da Fepasc, ressaltou a questão das gratuidades nos serviços, explicando que se alguém não paga a tarifa, outra pessoa está pagando. “É preciso rever esse modelo. Infelizmente, os contratos não são respeitados e as empresas enfrentam dificuldades por causa da falta do equilíbrio econômico e financeiro”, comentou.

Fonte: Portal Revista Autobus
Foto: Divulgação
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