English Español

61% das empresas de ônibus urbanos tiveram queda na receita, diz CNT

Image title

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta segunda-feira (28) a Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2016. De acordo com o levantamento, 60,1% das empresas de transportes em geral estimam queda na receita bruta em 2016 em comparação com o ano passado. Já 58,8% dizem que precisaram reduzir o número total de viagens e 74,6% alegam que houve aumento nos custos operacionais.


Foram entrevistados 795 transportadores de todo o país que atuam nos modais rodoviário e ferroviário de cargas, metroferroviário, urbano de passageiros por ônibus, aquaviário e aéreo. Para 2017, 47,7% dos transportadores esperam obter uma receita bruta maior e 48,8% confiam que haverá melhor desempenho da atividade econômica. No entanto, retomada do crescimento só está esperada a partir de 2018, com 49,3% das respostas.


A situação dos transportes urbanos por ônibus é pior do que a média das respostas do setor. De acordo com o levantamento, 83,5% das empresas dizem que tiveram queda no volume de passageiros e 61,5% na receita bruta. Entretanto, 83% dizem que não recebem nenhum subsídio para operar.


Conforme a Sondagem, a maioria dos entrevistados (83,5%) apoia a participação de investidores internacionais nas novas concessões da área de transporte. “A crise econômica tem causado impacto negativo no setor de transporte. Acreditamos em um novo momento, com esse novo governo, que está fazendo o ajuste fiscal necessário e fortes investimentos em infraestrutura de transporte”, afirmou, em nota, o presidente da CNT, Clésio Andrade.


Confira  os principais dados dos diferentes modais:


No caso do transporte urbano de passageiros por ônibus, 83,5% das empresas tiveram queda no volume de passageiros transportados, 61,5% tiveram queda de receita bruta em 2016, 83% não recebem nenhum tipo de subsídio para operar e 56,5% dizem não ter faixas exclusivas disponíveis nas cidades onde operam.


Para os metroferroviários, metade (50%) revela queda no volume diário de passageiros transportados nos últimos 12 meses. Para as que registraram queda, o percentual foi de até 7% enquanto 62,5% aumentaram a quantidade de carros de passageiros ou carros motores em operação.


No modal rodoviário, 77,5% dos entrevistados revelam que tiveram aumento do custo operacional em razão da retomada da cobrança da Cide-combustíveis. Apenas 7,6% da arrecadação da Cide-combustíveis foi convertida em investimentos federais desde 2015, enquanto 45,7% dos empresários do segmento rodoviário de passageiros afirmam que o número de assaltos cresceu; 48,5% das empresas de transporte rodoviário de cargas registram aumento da quantidade de roubos.


As respostas das empresas ferroviárias de cargas revela que 80% dos entrevistados afirmam que os aportes privados em infraestrutura ferroviária aumentarão em 2017 e todas as concessionárias afirmam que a prorrogação dos contratos é a melhor forma de viabilizar investimentos em ferrovias no curto e médio prazos e 80% têm interesse em prorrogar seus contratos.


A pesquisa ainda aponta que, no caso dos aquaviários, 36,7% das empresas de navegação avaliam que o porto sem papel não foi capaz de reduzir significativamente a burocracia. Para empresas de navegação interior, o derrocamento do Pedral do Lourenço aumentará a participação da navegação na movimentação da produção nacional (75%). As empresas de navegação marítima esperam por manutenção do nível dos investimentos privados nos portos (73,2%) e, também, da condição da infraestrutura (73,1%).


Por fim, no modal aéreo, 75% das empresas aéreas apoiam a ampliação da participação de capital estrangeiro no setor e 100% perceberam queda no número de clientes transportados no último ano. O mesmo percentual (75%) declarou que a definição da alíquota máxima de 12% para o ICMS incidente sobre o QAV é importante para o setor e que têm interesse em aumentar o número de rotas regionais.

Fonte: Portal Diário doTransporte

___________________________________________________________________________

Dúvidas ou sugestões?

Image title


O cliente pode consultar no site do consórcio os horários pelo link: www.consorciofenix.com.br/horarios. Se desejado, entre em contato conosco pelo sac@consórciofenix.com.br. Você pode também abrir um chamado de dúvida pela página www.consorciofenix.com.br/contato ou mesmo nos ligar pelo (48) 3025-6868 em horário comercial. Escolha o canal que melhor lhe convém, aguardamos seu contato!