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BRT's: o corredor ?brasileiro com nome inglês


O elogiado supercorredor colombiano tem origem brasileira, criado pelo então prefeito de Curitiba Jaime Lerner, mas parece que o brasil esqueceu-se de implementá-lo em seu território  

 

A cidade de Bogotá, na Colômbia, tornou-se nas últimas décadas a referência mundial em solução de transporte público, graças ao seu sistema chamado Transmilênio. Anualmente, muitas autoridades colombianas viajam pelo mundo explicando suas conquistas, enquanto outros tantos brasileiros visitam o vizinho do norte para estudar os supercorredores.

Bogotá é uma das poucas metrópoles de seu tamanho que não tem metrô. O que era defeito deu origem à solução, que fez dela o exemplo internacional: o Transmilênio é inteiramente baseado na circulação de ônibus e foi uma alternativa para organizar o caótico transporte público da capital colombiana a um custo muito inferior ao metrô. E com maior rapidez (seus corredores equivalem a 5% do custo de um metrô e são implantados em dois anos, contra dez do metrô).

Os técnicos em transportes chamam os sistemas semelhantes aos supercorredores colombianos por uma sigla de três letras: BRT, que quer dizer Bus Rapid Transport (transporte rápido por ônibus).

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O que a opinião pública brasileira desconhece é que o BRT é tão brasileiro quanto a jabuticaba. Como qualquer taxista colombiano pode informar, o Transmilênio foi baseado no sistema inventado em Curitiba, no início dos anos 1970, pelo então prefeito da cidade, Jaime Lerner.

Arquiteto e urbanista dos mais respeitados do planeta, Lerner criou grandes eixos exclusivos para circulação rápida de ônibus, no centro das avenidas, em faixas separadas do leito destinado aos carros, e com paradas em plataformas elevadas de forma a facilitar o acesso do passageiro ao veículo.

Para circular nessas vias expressas de transporte público, os ônibus tinham que ser diferentes de tudo que existia, a começar pela porta de entrada e saída pelo lado esquerdo. Nasceram então os ônibus longos, articulados, que funcionam no BRT como se fossem trens. O Transmilênio acrescentou algo que faltava ao modelo original de Curitiba: possibilidade de ultrapassagem, para linhas expressas.

A eficiência do sistema paranaense é tal que a ela é atribuída a constante popularidade das administrações municipais da capital. Onde o transporte público vai bem, a cidade vive mais feliz. É o que acontece também em Bogotá, hoje.

Talvez seja a falta de memória que tenha feito com que as outras cidades do Brasil tenham levado tantos anos para implantar BRTs, como aconteceu às vésperas da Copa do Mundo de 2014. 

Para os paulistanos é uma pena que São Paulo só tenha feito um BRT até hoje (o Expresso Tiradentes, do Centro ao Ipiranga), e agora mesmo a Prefeitura prepara um pacote de obras em corredores de ônibus, todos eles com qualidades inferiores às do Transmilênio (velocidade menor, vias semi-exclusivas, plataformas ao nível da rua, semáforos no caminho, etc).


Fonte: Leão Serva


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