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Um local para reviver a história e pensar no futuro do transporte

Centro de Documentação e Memória Eurico Divon Galhardi é inaugurado em Brasília

 Com o intuito de disseminar informação e conhecimento sobre mobilidade urbana e transporte, foi inaugurado em dezembro o Centro de Documentação e Memória Eurico Divon Galhardi. No espaço está registrada e conservada a história do transporte no Brasil e no Mundo com acervos arquivístico, bibliográfico e museológico.

Em um espaço reservado na sede da NTU, em Brasília, a história é contada por meio de réplicas em miniaturas de diversos meios de locomoção existente. A exposição, que faz parte do projeto, compõe automóveis, ônibus, trens, bicicletas, bondes e ônibus de sistemas BRTs. Durante a inauguração, o idealizador e presidente do Conselho Diretor da NTU, Eurico Galhardi, relatou que sua coleção completa conta 5.500 anos de história de mobilidade urbana, mas apenas parte dela está exposta nesse museu.


“É possível ver [na exposição] três momentos distintos. O momento da criação da roda na Mesopotâmia, o transporte se desenvolvendo e o transporte do futuro que é o BRT”, explica o presidente. No acervo de Galhardi são mais de cinco mil peças que representam a mobilidade e o transporte, desse total, cerca de mil estão expostas na sede da Associação.

O acervo museológico conta ainda com os primeiros ônibus que rodaram na Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, Rússia, Itália, Argentina, Estados Unidos e Brasil. Além disso, possui réplicas em miniatura de carros presidências. Meios de transportes representados nas obras de arte do pintor francês Debret, nos anos de 1800, também foram transformados em peças para o museu.

Presente na inauguração do Centro de Documentação e Memória, o primeiro presidente da Associação e hoje presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, declarou que a NTU tem feito um trabalho que demonstra a sua capacidade de articulação e de conseguir resultados para o segmento de transporte coletivo urbano.


“A NTU foi o início da nossa vida, nas entidades de classe, quando começamos a buscar uma amplitude nacional através da unidade do setor de transporte urbano e metropolitano”, disse Clésio Andrade.

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Espaço Interativo


A sala interativa “David Lopes de Oliveira” é um espaço moderno que faz parte do Centro de Documentação e Memória. Conta com tecnologia avançada para que os visitantes possam elaborar de forma rápida e simples o planejamento de transporte de qualquer localidade.


Com um software responsável em transmitir para a tela de 100 polegadas as imagens estruturais de uma cidade, é possível desenhar as rotas de transporte com elementos de priorização, definir quais são os principais pontos da cidade que devem ter terminais, estações, garagens, corredores de BRT e faixas e corredores exclusivos.


O diretor técnico da NTU, André Dantas, explica que o visitante terá a visão completa da rede viária, pensando assim no todo, não apenas nas linhas em que utilizar. “O interessante do espaço é que o visitante poderá interagir e vivenciar a criação de uma rede de transporte. Assim, será disseminada a importância dos sistemas BRT para construir a priorização tão necessária para o transporte coletivo.”, pontua.


História em miniaturas 


A “Carrosse à Cinq Sols”, considerada o primeiro ônibus do mundo, foi criada por Blaise Pascal, em 1662. O veículo movido à tração animal operava cinco linhas na França do século XVII. A tarifa cobrada por Pascal era de cinco tostões.


Em 1817, surge no Rio de Janeiro o “Coche do Beija-Mão”, representando o primeiro serviço de transporte coletivo no Brasil. Era uma diligência – Carruagem de grande porte que, sustentada por molas e carregada por tração animal – que servia no transporte de súditos ao Rei D. João VI para que pudessem beijar sua mão em forma de homenagem, por isso foi chamada de “Beija-Mão”.


A exposição retrata ainda que foi em 1911 que a primeira empresa de ônibus movido à gasolina passou a atender o usuário do transporte coletivo no Brasil. A “Empreza Auto-Avenida” começou a operar após três anos do surgimento do primeiro ônibus brasileiro de 1908. Tanto o ônibus como a empresa foram inciativas de Octavio da Rocha Miranda.

O contrato firmado com a prefeitura do Rio de Janeiro estabelecia que o serviço fosse oferecido entre as Avenidas Central até a Praia Vermelha. Ao todo 25 ônibus atendiam os passageiros. Em 1917, a Viação Auto Avenida encerrou suas atividades.


Nesse mesmo ano, iniciaram testes com os ônibus elétricos pela Av. Rio Branco, entre a Praça Mauá e o Palácio do Monroe (antigo Senado), no Rio de Janeiro. Os primeiros ônibus elétricos eram movidos à bateria e construídos nos Estados Unidos. O serviço foi inaugurado em 1918, durando até 1928.


Omnibus de Baudry

O primeiro veículo de transporte coletivo levou o nome de Omnibus de Baudry. Ele surgiu em Nantes, Paris, em 1826 e se parecia com um coche. O ponto inicial do serviço era em frente a uma chapelaria em que o dono se chamava Omnes. Ele criou o slogan “Omnes Omnibus”, um trocadilho do latim que significa “Tudo para todos”.

Fonte:
Revista NTU Urbano - Edição 18
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